O que é glúten? Descubra 4 formas naturais para substituí-lo na alimentação

É possível substituir o glúten na alimentação. Descubra formas saudáveis e naturais para trocar essa proteína por ingredientes nutritivos
É possível substituir o glúten na alimentação. Descubra formas saudáveis e naturais para trocar essa proteína por ingredientes nutritivos
Luciana Novaes

Consultor:

Luciana Novaes

Nutricionista mestre em Saúde Pública pela FIOCRUZ com especialização em Saúde Materna e Infantil e Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS

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Glúten: muita gente já ouviu falar, mas poucas pessoas sabem realmente o que é. Muito estudado pela ciência nutricional dos alimentos e observado por nutrólogos e nutricionistas, a substância, encontrada principalmente em cereais, pães, massas e molhos, é sempre questionada e tem seu consumo evitado ao máximo em dietas ou às pessoas celíacas, intolerantes à substância. Por isso, saiba mais sobre o glúten e como podemos encontrar maneiras para substituí-lo de forma natural, saborosa e saudável no dia a dia.

O glúten é encontrado nas composições de grãos de trigo, centeio e cevada. Por se tratar de uma proteína, em pessoas celíacas, ela dificulta o trabalho de digestão, causando inchaços, dores abdominais e outras complicações. Segundo a nutricionista Luciana Novaes, contudo, não há tanto o que "temer" em relação ao glúten. Ela indica a retirada da substância apenas para intolerantes ou alérgicos, e não por outras razões como, por exemplo, a perda de peso:

"A retirada do glúten não deve acontecer por uma questão de controle do peso ou razões estéticas. Restringir o glúten da dieta só se justifica no caso da doença celíaca e dietas restritivas sem orientação podem levar a várias inadequações nutricionais e facilitar o surgimento de vários problemas de saúde", alerta a profissional indicando as melhores formas para substituir o glúten no seu dia a dia. Veja!

4 formas naturais para substituir o glúten na alimentação

1 - Troca de cereais: Substitua a aveia por alimentos livres da substância e que também sejam escolhas saudáveis: "Optar pelas farinhas de arroz, amido de milho, fubá, farinha de mandioca, fécula de batata, farinha de soja, polvilho, araruta, flocos de arroz e milho.

2 - Torne a alimentação mais natural: Aumente a ingestão de verduras, frutas e legumes, crus ou cozidos, garantindo assim a absorção dos nutrientes necessários para o seu bem-estar e tendo melhores opções para substituir o glúten.

3 - Invista nas leguminosas: Os alimentos que possuem glúten também são fonte de substâncias benéficas, por isso substitua-os pelo feijão, lentilha, ervilha, grão de bico e soja que são fontes de ferro e proteínas para o organismo.

4 - Os laticínios são boas opções: Se a pessoa não tiver intolerância à lactose, poderá fazer o uso do leite, queijos e iogurte que são alimentos versáteis e se encaixam em diversos momentos da nossa alimentação. Além disso, esses produtos ajudam a facilitar o trânsito intestinal.

"E o mais importante, opte por preparações simples e evite alimentos fritos ou com excesso de gorduras, tenha uma alimentação saudável. Faça a substituição pelos cereais permitidos e tenha o hábito de ler os rótulos dos produtos, pois é comum a presença de farinha de trigo em diversas preparações industrializadas", indica Luciana Novaes.

Olho nos rótulos: A importância da informação do glúten nas embalagens dos alimentos

Por se tratar de uma substância causadora de intolerância e alergias, as embalagens dos produtos, em seus quadros nutricionais, devem ter especificado se há ou não a presença do glúten, uma vez que o seu consumo indevido pode causar lesões no intestino e ainda complicações como anemia, infertilidade, osteoporose e alguns tipos de câncer, principalmente na área intestinal:

"A doença celíaca é uma doença autoimune, caracterizada por lesão inflamatória da mucosa intestinal do intestino delgado. A doença, se não for tratada, pode desencadear sintomas comuns a casos alérgicos como a urticária, o eczema atópico e até angioedema. Outros sintomas comumente relatados são rinites e asmas e sintomas gastrointestinais como diarreia, vômitos e dor abdominal", explica a profissional.

"No Brasil há uma lei federal que determina ao fabricante de produtos alimentícios que estes informem a presença ou não do glúten na preparação. Em 2002, uma resolução obrigou a inscrição de "CONTÉM GLÚTEN" em destaque nos rótulos dos produtos com glúten e, em 2003, foi criada uma lei que obrigou as inscrições "CONTÉM GLÚTEN" ou "NÃO CONTÉM GLÚTEN" nos rótulos de todos os produtos alimentícios e bebidas como forma de prevenir e controlar a doença celíaca", finaliza a nutricionista.

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