Como devemos manusear os alimentos? Veja 5 etapas importantes

Manter o organismo limpo e saudável através da alimentação requer algumas atenções importantes com a forma de preparo e conservação dos alimentos ingeridos. Da higiene pessoal à armazenação dos produtos, existem processos fundamentais para deixar as refeições mais gostosas, seguras e livres de impurezas.
Manter o organismo limpo e saudável através da alimentação requer algumas atenções importantes com a forma de preparo e conservação dos alimentos ingeridos. Da higiene pessoal à armazenação dos produtos, existem processos fundamentais para deixar as refeições mais gostosas, seguras e livres de impurezas.

Seguir os mandamentos de uma alimentação saudável depende muito das formas de manusear e conservar os alimentos. Manter um organismo limpo é, sobretudo, questão de higiene. Por isso, esse processo, por mais trabalhoso e repetitivo, é fator imprescindível para deixar o corpo apto a receber os melhores nutrientes que as comidas têm a nos oferecer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cinco etapas imprescindíveis para que a alimentação seja feita de maneira segura.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que 45% das contaminações transmitidas por alimentos ocorrem dentro de casa. Isso está diretamente relacionado ao manuseio incorreto dos alimentos e sua má conservação. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados, que vão desde a compra dos produtos até o preparo das iguarias. Veja abaixo as etapas elaboradas pela OMS para o correto manuseio dos alimentos:

5 etapas para deixar seus alimentos limpos

1º – Higiene: O primeiro aspecto é a limpeza. Lavar as mãos antes do início do preparo e diversas outras vezes durante o processo é fundamental, assim como a limpeza dos equipamentos que serão usados, desde facas a liquidificadores, e, claro, a higienização dos alimentos, sobretudo as folhas. Tudo deve ser limpo antes de ser usado. Um outro cuidado que parece óbvio, mas precisa ser enfatizado é manter animais e insetos longe das comidas. Deve-se prestar atenção até mesmo com pequenas rachaduras e defeitos nas bancadas e nas tábuas de corte, pois podem acumular muita sujeira.

2º – Separar os alimentos: Outra recomendação da OMS é separar os alimentos crus dos cozidos para evitar a contaminação cruzada. "Alimentos crus, especialmente carnes, peixes e seus derivados, podem conter micróbios perigosos que podem ser transferidos para outros alimentos, durante sua preparação ou armazenamento", informou Maria Cecília Brito, diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em seu artigo "Contaminação de alimentos: o perigo mora em casa".

3º – Temperatura: Para evitar a contaminação também pode-se usar a temperatura ao seu favor. Uma temperatura acima de 70º C tem a capacidade de matar a maior parte dos micróbios presentes nos alimentos. Por isso, um cozimento adequado da comida pode ser essencial para evitar doenças. "Para ter certeza do cozimento completo, principalmente em carnes bovinas e de frangos, deve ser verificada a mudança da cor e textura na parte interna do alimento" indica Maria Cacília. Ainda é bom saber que alimentos cozidos não devem ficar mais de duas horas em temperatura ambiente.

4º – Armazenamento: Um dos principais fatores para a qualidade e sobrevida dos alimentos é armazená-los de forma correta. Os legumes, por exemplo, podem ser usados e reutilizados sem que, por isso, percam suas principais características nutritivas.

Na verdade, todos os vegetais deveriam ser congelados após a colheita, mas como isso é difícil de acontecer, deve ser feito o mais rápido possível, dando sempre prioridade aos alimentos mais frescos e da estação. Segundo pesquisa da Birds Eye, empresa americana de vegetais congelados, em 16 dias, entre o caminho da colheita até o fornecedor, mais o tempo que ficam nos mercados, os vegetais perdem de 10% a 45% (dependendo do legume) dos seus nutrientes. Porém, há exceções como o tomate, o rabanete e o pepino.

5º – Procedência: Uma última consideração que se deve ter, mas não menos importante, é saber a procedência do alimento. Ou seja, é preciso verificar desde o estabelecimento comercial que você vai comer ou comprar os produtos, a ler as embalagens e rótulos, para ver se ele tem as condições adequadas para ingerir e conservar.

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