Você conhece a dieta Fodmap? Saiba seu cardápio e como ela funciona

Alguns dos exemplos de
Alguns dos exemplos de "Fodmaps" são alimentos derivados do trigo, frutas e leguminosas
Jéssica Pimentel

Consultor:

Jéssica Pimentel

Graduada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP - Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)

É possível que você nunca tenha ouvido falar ou não conheça a dieta Fodmap, mas já tenha desenvolvido alguns dos sintomas que são tratados por ela. Na verdade, "Fodmap" é uma sigla em inglês que classifica os alimentos mais fermentáveis (F) da família de carboidratos - conhecidos como oligossacarídeos (O), dissacarídeos (D), monossacarídeos (M) e polióis (P), ou seja, os Fodmaps. Esses carboidratos são encontrados em diversas frutas, legumes e grãos que, dependendo da sensibilidade do nosso organismo, podem gerar inchaços no estômago, cólicas, flatulência excessiva e até distensão abdominal. Para entender melhor sobre como a dieta Fomap funciona e trata esses sintomas, nós conversamos com a nutricionista Jéssica Pimentel. Dá uma olhada!

Como funciona a dieta Fodmap?

De acordo com a nutricionista, "A dieta Fodmap (ou Low Fodmap) é uma estratégia, um tipo de protocolo, em que se retira os alimentos que possuem esses carboidratos fermentáveis (conhecidos como Fodmaps) por serem de difícil digestão para algumas pessoas. Assim, seu objetivo visa a melhora e o alívio dos sintomas pela ingestão de Fodmaps bem como identificar as sensibilidades alimentares de cada um".

Qual é o cardápio da dieta Fodmap?

O cardápio da dieta Fodmap se baseia nas particularidades do nosso organismo, descartando os alimentos altamente fermentados pelas bactérias do intestino (isto é, de difícil absorção) e minimizando possíveis desconfortos ou problemas gastrointestinais.

Segundo a nutricionista, "os alimentos mais comuns que vão estimular essa fermentação são as leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico e soja), leite, trigo e hortaliças brássicas como couve, couve-flor e brócolis. Outros alimentos que também vão possuir um caráter mais fermentativo são: cebola, alho, repolho, xarope de milho, mel, maçã, melancia, adoçante xilitol e eritritol, castanha de caju, pistache e carnes processadas", explica.

De acordo com Jéssica Pimentel, o primeiro passo da dieta deve ser excluir boa parte desses alimentos. Depois, ela reintroduz alguns deles - com o objetivo de observar quais, de fato, geram a fermentação e desenvolvem os sintomas - seguindo, assim, o tratamento.

É importante ressaltar, no entanto, que isso deve ser feito com um acompanhamento médico e que esses alimentos não são os vilões da nossa dieta. Logo, a especialista complementa: "Nós precisamos de vários nutrientes que esses alimentos possuem, como por exemplo as fibras prebióticas que são importantes para o nosso intestino". Lembrando que esse tipo de nutriente é encontrado em poucos alimentos naturais, como alho, cebola e banana verde.

Quais as vantagens e desvantagens da dieta Fodmap?

A dieta Fodmap é indicada principalmente para as pessoas que possuem o estômago sensível ou sofrem da Síndrome do Instestino Irritável (SII) ou Síndrome do Cólon Irritável (SCI). "Ela vai melhorar a saúde intestinal, diminuindo o crescimento das bactérias maléficas e aumentando o número e a diversidade de bactérias benéficas para colonizar nosso intestino e assim garantir mais saúde", explica a nutricionista.

Mesmo assim, ela complementa explicando que a dieta também tem os seus malefícios: "O protocolo Fodmaps não é um estilo de vida, é uma intervenção dietética. Por isso, ele pode ser feito por um período de no máximo 8 semanas ou pode levar ao risco de desequilíbrio nutricional e promover desordens alimentares". Por isso, é essencial o acompanhamento de um especialista!

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