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Você fala sozinho? Descubra 6 vantagens para quem vive pensando em voz alta
Movimente-se 13/09/2016

Você fala sozinho? Descubra 6 vantagens para quem vive pensando em voz alta

Quem nunca se pegou falando sozinho? Seja em casa ou na rua, sozinho ou em meio a várias pessoas, o ato de conversar consigo, pensar em voz alta, mesmo é tão natural quanto andar para frente. Mas, será que isso é algum sinal de nossa personalidade? Sim, claro que é. E, melhor de tudo, esse “devaneio” faz muito bem para saúde! Descubra como a ciência explica esse hábito e os benefícios que ele traz para o nosso bem-estar mental.

Falar sozinho tem um antigo nome: solilóquio. Aliás, no passado, esse hábito era tratado como uma insanidade, delírio, algo que beirava à loucura ou, até mesmo, esquizofrenia. Contudo, com o tempo, ficou provado que a auto conversa não é só salutar, como indica uma capacidade muito grande da pessoa se expressar, inventar, criar e se autoconhecer melhor. Segundo a psicóloga Mariana Massari, falar sozinho é uma estratégia usada desde a infância, para a criança conseguir elaborar seus pensamentos em palavras. Ainda, de acordo com a profissional, tal estratégia é mudada conforme o nosso amadurecimento, tornando-se interna, assim, continuamos conversando com nós mesmos:

“Com esse amadurecimento, oralizamos nossas conversas em casos específicos, como para estudar uma matéria considerada difícil por ajudar na memorização, ouvindo nossa própria voz aumentando a chance de lembrar aquela informação, ou quando queremos nos motivar, usando frases como “vamos, você consegue”, nos elogiar com frases como “boa, garota, isso foi ótimo!”, sendo um ótimo recurso para desenvolver habilidades e gerar encorajamento”, explica a profissional que ressalta que falar sozinho pode ajudar na organização dos pensamentos e clarear as ideias.

Veja 6 benefícios de falar sozinho

1 – Melhora a memória: Quando você fala sozinho, em voz alta, por exemplo, melhora a sua capacidade de memorização, pode te deixar mais esperto e até auxiliar na concentração. A prática ajuda nas funções cognitivas e excita o cérebro.

2 – Motiva: Você se aconselhar e conversar com você mesmo pode te ajudar a alcançar uma compreensão maior e chegar ao seu objetivo, mesmo que esse não seja o que você esteja disposto a fazer hoje, mas seja a atividade necessária.

3 – Melhora auto-estima: Nada como se olhar no espelho e se elogiar, não é mesmo? É gratificante e motivador também. As vezes, focamos tanto nas vitórias e conquistas das outras pessoas que esquecemos de observar o que fazemos e nos elogiar e parabenizar por isso.

4 – Clareia as ideias: Quando falamos as nossas coisas em voz alta, a impressão é que o que queremos passar ficam mais claras e objetivas, facilitando as nossas decisões e evitando os nossos conflitos internos.

5 – Funciona como um preparo: Falar sozinho antes de uma reunião, apresentação vai te proporcionar segurança e confiança com o que deve ser feito. É um ensaio para o que está por vir, afinal, quem nunca ficou no espelho lendo o relatório de uma reunião que deve ser exposto no trabalho ou a apresentação de um projeto para a faculdade?

6 – Relaxa: Seja em voz alta ou em pensamento, falar sozinho é quase um relaxamento. É uma necessidade do ser humano conversar, estar a par das ideias. Há controvérsias na nossa cabeça também e conversar com você mesmo vai te ajudar a chegar em um denominador comum e relaxar para tomar as decisões.

7 – Não há pudor: Para conversar consigo mesmo não existe censura, você não tem medo de ser criticado ou punido pelos seus pensamentos. Seus pensamentos se tornam livres, sejam eles considerados certos ou errados.

Quando passa a ser um problema?

Assim como tudo na nossa vida, falar sozinho também demanda equilíbrio, não é mesmo? Quando feito de forma exagerada, esse hábito pode ser considerado um distúrbio ou até mesmo uma psicose. Segundo a psicóloga Mariana, falar sozinho torna-se algo preocupante quando perdemos o controle do ato, prejudicando a convivência em público: “Quando sua voz é agressiva consigo mesmo ou ignora a presença de outras pessoas, não sendo capaz de controlar seus atos em público”, ressalta a profissional.