Diga a verdade! Descubra 5 benefícios que a sinceridade traz para a nossa saúde

Tradicionalmente, o mês de abril começa com o dia da mentira. E, independente de datas, quem nunca tentou ou realmente precisou dizer uma mentirinha na vida? Seja na melhor ou na pior das intenções, as mais diversas situações da rotina, ocasiões e circunstâncias, levam muitas vezes a um caminho sem volta e de inevitáveis consequências. Por isso, o exercício de dizer a verdade, por mais que doa, deve ser habitual para quem busca paz interior, equilíbrio da mente e, claro, melhor qualidade de vida.

Dizer a verdade, embora seja considerada uma virtude, também é considerado um hábito de vida saudável. Cientificamente comprovado, quando somos sinceros com nós mesmos e com as pessoas ao nosso redor, proporcionamos um bem-estar físico e mental. Segundo a psicóloga Mariana Massari, é impossível viver à base de mentiras: "Acabamos vendo muito disso na clínica, a pessoa mente pra si mesmo para evitar desconfortos e dores, mas isso não faz com que a verdade desapareça e no final, é o próprio indivíduo o prejudicado com as mentiras", explica a profissional.

Consequências - Seja de forma imediata ou não, as mentiras trazem uma série de consequências ao organismo que vão desde o conhecidos "peso na consciência", estresse e até depressão, até a própria falta de identidade e autoconhecimento. Por isso, primeiramente, seja sincero com você. Veja, abaixo, como falar a verdade é benéfico para a vida!

5 vantagens de falar a verdade para a nossa saúde

1 - Libertador: Poder falar sem ter medo de desmentir algo já dito é uma forma de ser livre. "A verdade é capaz de nos libertar de amarras, mesmo que no primeiro momento ela possa causar dor, é uma dor que é passiva de tratamento. Nesses momentos, quando a verdade aparece, ela se torna uma força de mudança", analisa a psicóloga.

2 - Menos estresse para sua vida: Mentir gera um estresse desnecessário para sua vida, já que o nosso organismo se prepara para a defesa: "Ficamos alertas para evitar sermos descobertos e dependendo da mentira, esse estado pode perdurar", ressalta a Dra. Mariana.

3 - Consciência tranquila: Mentir nos faz sentir culpa, principalmente quando envolve alguém que gostamos: "Normalmente são mentiras inocentes, que criamos para não magoar, ou para se justificar e isso pode deixar nossos pensamentos inquietos", completa a profissional.

4 - Melhora a memória: Quando falamos a verdade, nossa memória funciona de acordo com a nossa necessidade, sem forçar: "Quanto mais mentimos, mais precisamos mentir, isso demanda organização, memória e atenção, muitos recursos, inclusive os cognitivos. E quanto maior o esforço cognitivo, mais há desgaste psicológico, que pode levar à depressão, ansiedade exacerbada, etc", ressalta Mariana.

5 - Mais qualidade de vida: Falar a verdade permite ser quem você realmente é, sem medo de falar algo que te comprometa ou que te desminta. Torna os seus dias mais leves, sem estresses desnecessários ou tensões. Além disso, "mentira tem perna curta", ou seja, um dia ou outro, a verdade pode aparecer e causar uma situação desagradável.

A história das brincadeiras do dia 1º de abril

O dia da mentira surgiu no início do século XVI, na França. Nessa época o ano novo se iniciava no dia 25 de março, data que marca o começo da primavera e como de costume, havia troca de presentes e felicitações. Porém, em 1564, o Papa decretou que o ano novo cristão se iniciaria no dia 1º de janeiro, como é até hoje, fazendo com que alguns franceses resistissem à mudança. Essas pessoas consideradas conservadoras, passaram a ser chamadas de "bobos de abril" e eram ridicularizados com brincadeiras nessa data (convites para festas inexistentes e falsos presentes). A prática se espalhou pelo mundo inteiro, começando pela Inglaterra (quase 200 anos depois do ocorrido) e até hoje o dia 1º de abril é comemorado ao redor do mundo.

"A verdade é que a mentira pode até parecer uma solução do curto prazo, mas a longo prazo, trará mais problemas!", finaliza a psicóloga.

* A Dra. Mariana Massari (CRP RJ-05/45928) é psicóloga Clínica e neuropsicológica e disponibiliza as suas redes sociais para outras informações: Facebook e Instagram

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